quarta-feira, 13 de maio de 2015

Instituto Normal da Bahia - ICEIA - BARBALHO anos 30



   Em 14 de abril de 1836, a lei n° 37 criou a Escola Normal da Bahia (instalada, em 7 de outubro de 1841, no Teatro São João, localizado no Distrito da Sé no Bairro de Nazaré, embora as aulas tivessem começado a 26 de março de 1842, numa casa hoje não mais existente, da antiga rua do Colégio, esquina para a rua das Campeias).

   A maior demora para o início de funcionamento da Escola Normal deveu-se ao envio de professores à França para que fossem treinados na Escola Normal, que formava futuros professores, a fim de que pudessem aplicar aqui as mais recentes metodologias desenvolvidas neste campo. No início de fevereiro de 1841, o presidente da província informava à assembleia legislativa já terem voltado da França, com as respectivas habilitações e seus diplomas, os indivíduos que visavam ser professores da Escola Normal, mas o local para o funcionamento das aulas não estava ainda arranjado, por não ser próprio um dos salões do teatro, como havia sido anteriormente designado. 


   A Escola Normal, depois unificada, teve continuidade até os nossos dias. Embora tenha sofrido reformas e mudanças de nome. É, hoje, desde 1968, o Instituto Central de Educação Isaías Alves em homenagem ao professor e psicólogo Isaías Alves de Almeida, localizado no Barbalho. Apenas com a República é que surgirão na Bahia outras escolas - públicas no interior do estado, particulares e religiosas - voltadas à formação de professores.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Rua Direita dos Mercadores - Rua Chile


Rua Chile 1940
   Fundada em 1549 por Tomé de Souza e, inicialmente, chamada de Rua Direita dos Mercadores, a Chile também teve outros nomes como Rua Direita do Palácio, porque todo poder da cidade estava concentrado nela.

   Em 25 de julho de 1902, uma sexta feira, a Bahia recepcionou a marinha chilena, então uma das mais invejadas esquadras do mundo, com uma festa extraordinária, uma das maiores, senão a maior, que Salvador testemunhou em seus mais de 460 anos de história. O apogeu foi o desfile dos militares do país irmão pela Rua Direita do Palácio, que por decreto da Câmara Municipal, de 17/08/02, passava a ser denominada de Rua Chile em homenagem aos visitantes. 

    "(...)com suas lojas especializadas de tecidos, roupas
masculinas, do hotel Palace, onde se hospedavam artistas que vinham a Salvador para shows.(...) era um comércio fino, a exemplo das Lojas Sloper que vendia perfumes, joias, vestuários e utensílios femininos como lenços, bolsas e chapéus e também a primeira loja de departamento de Salvador, Duas Américas, que comercializava tecidos e vestidos femininos e que inovou trazendo para a cidade a primeira escada rolante. No local havia também a Livraria Civilização Brasileira."
Consuelo Pondé de Sena, historiadora, escritora e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).




Opa,  opa...!!! Não posso finalizar este post sem falar dela: A mulher de Roxo.


   A história de Florinda Santos, a conhecida Mulher de Roxo, se transformou numa lenda urbana, uma figura mitológica conhecida por todos da localidade. Não importava se o dia era de chuva ou de sol, ela nunca faltava. Era só as portas do comércio da Rua Chile abrirem e dona Florinda já se encaminhava para a entrada da Slopper. Vestido com roupa de veludo violáceo, iniciava o ritual diário. Andava de um lado para o outro, falava sozinha e sempre pedia dinheiro. Tudo com muita educação. Afinal, dizia-se que a Mulher de Roxo, personagem dos tempos diários do centro da cidade, vinha de boa família.

   Vestida de freira, circulando livremente pela rua mais badalada de Salvador. A estranha indumentária, que incluía ainda um grande crucifixo, a transformou na Mulher de Roxo, a principal lenda urbana da capital. Foi assim que Florinda, a mendiga que jurava ser rica, passou a ser a personagem lendária, surgida, do nada, em frente à loja Sloper, nos anos 60 do século XX, em Salvador. Quando se enfeitava, com maquiagem forte no rosto e nos lábios, ela usava o espelho retrovisor dos automóveis estacionados. Como sanitário, servia-lhe qualquer território mais calmo. A Rua Chile era sua verdadeira casa, seu mundo, seu reinado. A intimidade com a rua era tão grande que ela sempre andava descalça. Na fachada da loja Sloper, localizava-se o seu trono de sarjeta. Na Rua Chile, chegava sempre muito cedo, circulava pelo centro e só recolhia o seu saco preto ao meio-dia, quando almoçava. Ao final do dia, voltava, andando, ao albergue noturno da prefeitura, situado na Baixa dos Sapateiros.

   Veio a falecer em 1997, depois de ser acolhida por Irmã Dulce.
 
   

Hotel Sul-americano - Edifício Sulacap

  
  De suas sacadas, o olhar encontra o mar, a festa, a poesia. O azul da Baía de Todos os Santos mistura-se ao multicolorido Carnaval baiano na Avenida Sete de Setembro, na Praça do Povo, de Castro Alves. Lá, de frente para o poeta, está ele. Imponente. Na esquina de grandes momentos, encontros, o Edifício Sulacap escreve 69 anos de história entre as páginas da arquitetura modernista baiana.

Ladeira de São Bento e na esquina o antigo Hotel
   No início da Ld. São Bento, está o Hotel Sul-Americano, onde foi inaugurado, em 1946, o Edifício Sulacap.
Demolição do Hotel Sul-americano

    O tempo passa, mas não ofusca o brilho do prédio referência no Centro da cidade, que agora é também patrimônio artístico e cultural. Tombamento sancionado, proteção à estrutura do prédio. Em sete andares, 121 salas e quatro lojas externas. No térreo, um jardim dá as boas-vindas, iluminado por raios solares que penetram a claraboia e marcam, ainda, as paredes da edificação.

domingo, 10 de maio de 2015

Shopping Iguatemi (Shopping da Bahia)


Inaugurado em 1975 como Iguatemi, sendo assim o segundo shopping do Brasil, pelo empresário Newton Rique, o Shopping da Bahia fortaleceu a tendência dos shoppings como os grandes centros de compras como organizador do espaço urbano das cidades no Brasil, agindo assim como um dos maiores transformadores da paisagem urbana de Salvador.

Aterrar a lagoa foi o maior desafio dos engenheiros que projetaram e construiram o Shopping Iguatemi, segundo conta Zeca, operário de primeira hora que foi trabalhar na obra logo depois que terminou o seu serviço na construção da Estação Rodoviária.
Terra planagem 1973
Zeca: "foi dificil aterrar. Você sabe
Incêndio durante a construção
 que a agua é poderosa, resiste a tudo. O lençol freático deste lado era muito alto. Quando chovia o lençol aflorava e tudo virava lama. Por isso que os operários trabalhavam com a roupa de baixo. Isso aqui era uma lagoa”.

A obra do Iguatemi demorou dois anos para ser concluida e segundo conta Zeca pelo menos quatro meses foram necessários para o aterro de fato se concretizar.
Ao fundo o Terminal Rodoviário Armando Viana de Castro
O terreno adquirido por Newton Rique pertencia a Alfredo Saad que então tinha em mente alí construir o estádio do Esporte Clube Bahia, um projeto que nunca saiu do papel. O local era distante do centro da cidade, não tinha linhas de ônibus, os operários compareciam ao trabalho em veículos fretados e alguns deles em lombo de burro. O lugar era ermo, mas Newton Rique acreditou no potencial econômico da região que já tinha projetos para a construção da Estação Rodoviária, um bairro residêncial (Caminho das Árvores) e ainda a nova sede do jornal A Tarde.

Os bairros do entorno se modernizaram e avenidas de trânsito intenso e grandes centros empresariais foram construídos nas proximidades. Cerca de mil operários e oito engenheiros trabalharam na construção do shopping, que demorou 16 meses para ficar pronto.

Entre tantas inovações, o Shopping da Bahia trouxe o primeiro cinema em shopping da Bahia e a primeira área de fast-food, e foi o primeiro a funcionar aos domingos. Na moda, colocou Salvador no calendário nacional através dedesfiles que deram origem à Semana Iguatemi de Moda (SIM). Em 1998 foi inaugurado o maior complexo de cinemas da América Latina da época, o Multiplex UCI com 12 salas.


Em 8 de dezembro de 2014, prestes a completar 40 anos de história, o Iguatemi Salvador passa a se chamar "Shopping da Bahia", assumindo o seu antigo slogan como marca oficial. Segundo a empresa que administra o shopping, tal mudança se deu para homenagear o estado da Bahia e também pelo fato da companhia ter que desembolsar R$20.000,00 anuais para manter direitos sobre a marca "Iguatemi" que pertence à outra administradora de shopping centers (ao Grupo Iguatemi).

Referência:
www.gorila.dreamhosters.com                www.wikipedia.com
www.ibahia.com